Monday, June 13, 2005

platao para variar

Em viagem, outra latitude, mil coisas voam pela cabeça, mas ter sonhado com o meu amor adolescente anteontem, fez-me lembrar os “bons tempos platónicos”.
Isto vem também depois de ter ouvido uma parte da explicação do beijo de Rodin, obra que me fez ficar a olhar sem saber do tempo, sem saber que expressão fazia, sem saber de quem passava.
Uma interpretação audio, num dos bancos veuyers da escultura, fala do beijo como o mais alto nível erótico, onde ainda não há medos nem desilusões, talvez o momento que se divide entre a conquista e toda a relação.
O enlace, prévio ao beijo, é um bem precioso a manter. Talvez seja de mármore, mas não nos desilude nem acalenta expectativas.

1 comment:

escrevinhador said...

Nem todos os amores adolescentes são "platónicos". Mais: creio mesmo que o encanto particular desses tempos advém do misto de ignorância, fascínio e receio de que certos gestos bem concretos, como o beijo, se revestem. Muitos amores adolescentes serão mero pretexto (e não se veja carga peorativa neste termo) para um primeiro uso sensual do corpo.